Entrevista de Jane Peralta à Folha Norte de Londrina-Pr comentando sobre a importância da reflexologia podal para pessoas com deficiência, sequelados de acidentes ou mesmo para pessoas que sentem dores e stress.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Sorteio de Diária: Amputados Vencedores fecha parceria Pousada Pedra da Ilha. Quem ganha é você!
A Pousada
Pedra da Ilha está classificada no Guia Quatro Rodas, no Guia
Unicard/Unibanco,no Guia Recanto & Requintes, no Smartbox - Hotéis
de Requinte,como a melhor Pousada/Hotel da região. Venha nos conhecer,
estamos lhe esperando. A Pousada conta com ambientes amplos,
confortáveis, rústicos e com muito charme. Amplas varandas, 03 piscinas
(sendo 1 térmica e duas externas), 05 quiosques, sauna úmida e seca,
salão de jogos, bar, salão de café climatizado com vista para o mar,
atendimento na praia, sala de ginástica, serviço completo de camareira,
disponibilidade de cadeiras, guarda sóis e toalhas para uso externo. Pousada em Penha, Santa Catarina, próximo ao Parque Beto Carrero. Frente ao Mar.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Brasil é o segundo lugar no mundo mais perigoso para os motociclistas
Mapa da Violência 2012, do Instituto Sangari, mostra que são 7,1 óbitos a cada 100.000 habitantes
O Brasil só perde para o Paraguai em número de motociclistas mortos.
Esta semana um estudo inédito mostrou o quanto andar
de moto no Brasil é perigoso. A chance de se envolver em acidentes de
trânsito é 14 vezes maior do que estando de carro. “O brasileiro tem uma
baixa cultura de segurança, e aceita o risco de dirigir com desatenção,
de forma negligente e sem foco nos perigos que podem ocorrer no
trânsito”, afirma o professor da Universidade de Brasília (UnB) David
Duarte Lima, doutor em Segurança de Trânsito.
terça-feira, 24 de abril de 2012
A importância do uso do capacete
Além de ser uma infração gravíssima, não usar o capacete pode colocar em risco a segurança do motociclista.
O uso correto do capacete é garantia de segurança ao motociclista.
O
aumento da frota de motocicletas trouxe uma consequência trágica para
as ruas do país, o crescimento dos acidentes e mortes envolvendo
motociclistas. “O capacete é o equipamento para condutores e passageiros
de motocicletas e similares que, quando utilizado corretamente,
minimiza os efeitos causados por impacto contra a cabeça do usuário em
um eventual acidente”, afirma Elaine Sizilo, pedagoga, especialista em
trânsito.
domingo, 18 de março de 2012
Jane Peralta sofrendo com a Síndrome do Desfiladeiro Torácico: o acidente de moto em 1981
Minha intenção ao escrever o livro OS PERALTA era mostrar que escolher moto como meio de locomoção poderia custar um alto
preço, principalmente quando sofremos um acidente de moto grave. Escrevi o
livro em 2011 e tudo parecia bem. Eu tinha muitos planos para 2012, mas todos
os meus planos foram por água abaixo quando comecei a sentir “formigações” no braço esquerdo. Começou de repente, do nada
e aquilo foi ficando cada vez mais forte. Parecia que meu sangue não estava
circulando direito.
Foi então que resolvi procurar um
ortopedista e um vascular e recebi o seguinte diagnóstico: Síndrome do Desfiladeiro
Torácico. Os médicos foram categóricos: tratamento longo com fisioterapia, de preferência
RPG, e nem pensar cirurgia.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Lançamento na Reatech - São Paulo livro Os Peralta de 12 à 15.04
Esses dois jovens não desistiram de viver e acreditaram no amor e na fé. Encontramos nesse livro palavras que nos inspiram a não desistir de encontrar um grande amor e acreditar no poder da família. Eles se casaram, tornaram-se pais e hoje formam a família Peralta, composta por Flávio, Jane e Vinicius Peralta.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Amputados Vencedores sai no maior Portal guia do EPI do Brasil
Este é um grande parceiro nosso,
agradecemos a toda equipe que sempre nos tratou com muito carinho.
Destinado, especialmente, para um público com alto poder de negociação, a
Brazil Empresas editora responsável pelo lançamento de um dos maiores
sucessos em segurança do trabalho– Guia do EPI – coloca ao seu alcance o
melhor do mercado interativo, proporcionando à sua empresa grandes
oportunidades de negócios.
E o melhor de tudo: gratuitamente!
O Guia do EPI, cuja distribuição é gratuita, foi lançado oficialmente em abril de 2009 com a primeira edição de 30 mil exemplares
O Guia do EPI, cuja distribuição é gratuita, foi lançado oficialmente em abril de 2009 com a primeira edição de 30 mil exemplares
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Invalidez e acidentes de trânsito: aumento assustador
Disparam casos de invalidez por acidentes no trânsito
Casos de invalidez permanente entre trabalhadores vítimas de acidentes de trânsito se multiplicaram por quase cinco entre 2005 e 2010, passando de 31 mil para 152 mil por ano, informa reportagem de Érica Fraga e Paulo Muzzolon publicada na Folha de São Paulo.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Rádio Câmara apresenta uma série de reportagens sobre mercado de trabalho para pessoas com deficiência
Palestrante Jane Peralta, do Amputados Vencedores, concede entrevista para uma Reportagem Especial da Rádio Câmara Empreender e conviver - negócios e mercado de trabalho para pessoas com deficiência A Rádio Câmara apresenta uma série de reportagens sobre o mercado de trabalho para pessoas com deficiência. Como empreender em meio às limitações, os casos positivos e as dificuldades para quem escolheu entre caminhos diferentes - abrir o próprio negócio, se inserir no cooperativismo ou entrar no mercado de empregos formais. Na primeira reportagem, você acompanha os casos positivos e as dificuldades para que pessoas com deficiência possam abrir seu próprio negócio. O primeiro passo é se transformar em um empreendedor na própria vida.
CLIQUE AQUI OUÇA ENTREVISTA CEDIDA A RÁDIO
Na terra do samba e do pandeiro, quase 24% das pessoas têm algum tipo de deficiência. E mais de doze milhões e setecentas mil pessoas apresentam deficiências severas. Gente que não anda, não enxerga, não escuta, que compreende as coisas mais devagar. Gente que trabalha e ajuda a construir um Brasil junto e misturado. Gente que assumiu a responsabilidade de escrever uma linha nesse samba.
CLIQUE AQUI OUÇA ENTREVISTA CEDIDA A RÁDIO
Na terra do samba e do pandeiro, quase 24% das pessoas têm algum tipo de deficiência. E mais de doze milhões e setecentas mil pessoas apresentam deficiências severas. Gente que não anda, não enxerga, não escuta, que compreende as coisas mais devagar. Gente que trabalha e ajuda a construir um Brasil junto e misturado. Gente que assumiu a responsabilidade de escrever uma linha nesse samba.
Entrevista Casal Peralta TV Tarobá - Rede Bandeirantes Programa Vitrine Revista
Entrevista do Casal Peralta para TV Tarobá, Rede Bandeirantes, Programa Vitrine Revista com apresentadora Julie Bicas, de Londrina-Pr em 31 de outubro de 2011. Com mais de 430 palestras sobre segurança do trabalho, Flávio e Jane Peralta foram convidados para falarem sobre sua SIPAT/CIPA, superação e motivação.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Menina de 6 meses se recusa a morrer depois de cirurgias e amputações
Menina se recusa a morrer: depois de meningite, 11 cirurgias e amputações, garota de 6 meses volta para casa
Depois de contrair meningite, Lili-Mai foi dada como clinicamente morta pelos médicos. Na ocasião, os especialistas afirmaram aos pais da menina que era melhor que os aparelhos que garantiam a sua sobrevivência fossem desligados, mas o casal não aceitou a proposta. As informações são do jornal britânico Daily Mail.
A mulher biônica Amy Palmiero: amputada e atleta de longas distâncias
A incrível história da mulher biônica Amy Palmiero. Mesmo amputada, americana adaptou seu corpo incrivelmente à prótese e hoje disputa e ganha corridas de longas distâncias contra atletas sem deficiência e tem pontuações impressionantes.
Superação: 5 atletas entre 80 e 100 anos num campeonato de atletismo. Fantástico.
Esse vídeo mostra que não existe limite para praticarmos uma atividade física. É impresssionante o que esse vídeo nos revela: a vontade de contiuar vivendo e competindo mesmo após os 80 anos de idade. O repórter Especial da SportTV mostra a história de 5 atletas com idades entre 80 e 100 anos que participaram do campeonato de atletismo master na Finlândia. Uma grande história de superação para nos motivar a sairmos da ociosidade física.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Depoimento empresa TBG sobre palestra Casal Peralta sipat 2011
Depoimento da empresa TBG sobre palestra do Casal Peralta em sua sipat 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
Vai acontecer com o outro, comigo nunca: imprudência, bebida e acidentes de trânsito. É possível evitar essa dor?
O que sentimos quando vemos imagens de acidentes em vídeo? Será que é possível mudar o comportamento dos motoristas com uma campanha de impacto e a longo prazo?
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Palestra acidente de trajeto Jane Peralta na empresa Tamarana Metais
A empresa Tamarana Metais (Tamarana-Pr) realizou sua SIPAT com enfoque no acidente de trânsito, especificamente o acidente de trajeto. Como a maioria de seus funcionários utilizam moto para o deslocamento casa-trabalho, convidaram Jane Peralta para ministrar a palestra "Memórias de um Acidente de Trajeto aos 13 anos", com o objetivo de sensibilizar os colaboradores para assumirem uma direção responsável e consciente. além disso, a paródia "Segurança é o que é", cantada pelo funcionário Edenil de Oliveira Monteiro ficou demais. Parabéns a área da Segurança do Trabalho (Tuanny e Bruno) e à CIPA, da Tamarana Metais, pela iniciativa.
Assista ao vídeo da apresentação da paródia de Edenil e da palestra de Jane Peralta
Fotos do Evento
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Petrobrás - RECAP de Mauá-SP recebe o Casal Peralta
A PETROBRÁS - RECAP - Refinaria de Capuava, de Mauá-SP, realizou em 26.09.2011 mais uma palestra com Flávio Peralta. Pela segunda vez Peralta foi convidado a ministrar sua palestra com o objetivo de alertar sobre a importância da segurança do trabalho. Além de Flávio, Jane Peralta também falou sobre seu acidente de trajeto com moto em 1981, quando tinha 13 anos de idade.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
O primeiro homem do planeta a utilizar a prótese de mão myoelétrica Michelangelo, da Otto Bock
Parceria da empresa Otto Bock, lider mundial em próteses e órteses, com Amputados Vencedores
Agregar valor é um termo muito utilizado no mundo produtivo. É comum escutarmos o emprego desse termo em diferentes setores e isso significa alianças com pessoas, instituições e empresas que permitem crescimento, evolução e aprendizagem. É justamente isso que sentimos ao mencionarmos a parceria do Amputados Vencedores com a Otto Bock do Brasil. Nossa participação no II Congresso Latino Americano de Próteses e Órteses, que aconteceu em Natal-PE entre os dias 27.09 à 01.10.2011, no estande da Otto Bock, juntamente com outras pessoas com deficiência e do grupo corporativo da empresa, permitiu muito aprendizado e muito crescimento. Só temos que agradecer a oportunidade oferecida pelo Presidente Regional da América Latina da Otto Bock, o Sr. Wilson Zampini pelo empenho e confiança. A todos muito obrigado.
Flávio Peralta com o Sr. Wilson Zampini - Presidente Regional da América Latina Otto Bock
Flávio Peralta com Jean Barreto, Supervisor de Unidade de Negócios da Otto Bock do Brasil
Flávio Peralta com Emerson Bovo, técnico especialista em Próteses e Órteses da Otto Bock
Flávio Peralta, Nelson Ventura, Edson Dantas, Evaldo Brito, Ezequiel Costa e Thomas Pfleghar, Mestre em Ortopedia Ténica e Diretor Técnico Otto Bock do Brasil
Flávio Peralta com o Vice Presidente da Abotec, Peter Kuhn
Mergulhão: 25 anos como técnico de próteses e órteses na AACD de São Paulo
Quando sofri o acidente em 1997 a primeira pessoa que conheci no mundo das próteses foi o Mergulhão. Foi ele que me falou pela primeira vez de uma prótese e me mostrou esse mundo tão diferente e inusitado. Quando o encontrei no estande da Otto Bock do Brasil, no II Congresso Latino Americano de Próteses e Órteses eu fiquei muito emocionado. Fazia muito tempo que queria ir até a AACD para vê-lo, falar com ele e dizer como ele foi importante na minha vida. São 25 anos de dedicação à profissão e com certeza ele colocou sorrisos no rosto de muitas crianças, adolescentes e adultos. Mergulhão, foi um prazer reencontrar você. Obrigado e muito sucesso!
Entrevista com Frederico Rios, tetraplégico por causa de um acidente de moto
Frederico Rios é solteiro, tem 30 anos, médico veterinário, aposentado, responsável pelo Blog Acessibilidade na Prática e em tratamento (células-tronco e reabilitação). Em sua entrevista vamos conhecer um pouco de sua história e saber o que aconteceu em seu acidente, quando pilotava um moto "de encher" nossos olhos.
Sua moto após o acidente
2) Quando a pessoa adquire a deficiência em algum momento de sua vida é preciso reaprender muitas coisas para se adaptar à nova realidade. Em seu caso, qual foi a adaptação que você considera que foi a mais difícil para você?
3) Na sua vida profissional e amorosa você enfrentou muitas dificuldades? Cite situações relacionadas à profissão ou ao amor que aconteceram contigo.
8) Você quer fazer qualquer outro comentário sobre o assunto?
Nossos primeiros assuntos foram postados em dezembro de 2010, antes mesmo do esperado, pois a intenção era iniciarmos nosso trabalho apenas em 2011. E vendo que não conseguiria tocar do blog sozinho, convidei alguns amigos para me ajudar, os quais me atenderam prontamente.
Contato com Frederico:
site:
www.acessibilidadenapratica.com.br
e-mail:
fredericorios@hotmail.com
1) No que consiste a sua deficiência?
Sou um apaixonado por moto e havia comprado uma há quase 6 meses. Porém, quando trafegava por uma rua preferencial na minha cidade (Campo Grande – MS), um senhor cruzou a rua sem olhar e bati com a cabeça no seu carro. Este acidente foi em agosto de 2008 e me rendeu uma fratura na vértebra C5 da coluna, provocando uma lesão medular incompleta. Esta lesão me tornou tetraplégico.
Antes do acidente em sua moto
Quando você perde praticamente todos os movimentos do seu corpo do pescoço para baixo, é como se sua vida parasse. Além do reaprendizado de praticamente tudo, temos que aceitar que nunca mais poderemos fazer algumas coisas. Confesso que ainda não aceitei muitas coisas não (risos), mas a falta de controle esfincteriano é o que mais me incomoda.
Eu estava solteiro na época do acidente e continuo até hoje. Ainda não me sinto preparado para “dividir” minha deficiência com uma namorada ou uma esposa, mas acho que isso vai acontecer naturalmente. Eu trabalhava como Assistente Técnico em uma empresa de suplementos nutricionais. Por morar em Mato Grosso do Sul, o foco do meu trabalho era a bovinocultura de corte. Percorria o Estado visitando fazendas, proferindo palestras e dando treinamentos. Amava o que fazia, mas infelizmente não tenho condições de exercer as mesmas atividades de antes, ainda mais sendo dependente de outras pessoas para fazer praticamente tudo. Sinto muita saudade!
4) Após esse período de adaptação você deve ter enfrentado muitas situações complicadas, fáceis, difíceis e engraçadas. Tem algum fato ou um acontecimento que tenha te marcado após sua recuperação e que tenha a ver com sua deficiência?As dificuldades são muitas, principalmente quanto à acessibilidade. Viajar de avião, por exemplo, é um terror! Pode ser coisa da minha cabeça, mas parece que todos ficam me olhando como se eu estivesse atrasando a viagem. Isso sem contar que sempre algum funcionário de aeroporto me pergunta: “você não anda nem um pouquinho?”. Dá vontade de responder: “Ando, só estou com um pouco de preguiça hoje” (risos).
5) Tem algum aspecto em especial na sua vida hoje que você percebe muitas mudanças e que você valoriza muito mais do que antes? Sempre dei muito valor à minha vida, minha família, meu trabalho, enfim. Mas quando “arriei das quatro patas”, comecei a dar cada vez mais valor às coisas pequenas, aos detalhes, aos movimentos que antes fazia até sem perceber.
6) Quais foram as pessoas que mais te ajudaram e o que você gostaria de falar para elas?Minha família e meus amigos jamais me abandonaram! Minha mãe conta que, no dia do acidente, mais de 40 amigos meus se reuniram em frente ao hospital numa corrente de oração. Até hoje recebo muito carinho de todos eles. Não tenho dúvidas de que isso é presente de Deus.
Meus pais e meu irmão são simplesmente demais! Vejo muitas pessoas em situação parecida com a minha e que mal recebem carinho da família. Isso é muito triste.
7) Qual a mensagem que você gostaria de deixar sobre a questão da deficiência? Para mim, não existe exemplo de superação (acho que nenhuma pessoa com deficiência gosta de ser chamada assim), mas exemplos a serem seguidos. Devemos sim buscar inspiração e força em pessoas que conseguiram quebrar barreiras, mas não podemos julgar quem não consegue superar algum obstáculo. Cada um encara a deficiência de uma forma e cada um tem suas próprias limitações.
Atualmente, ouço muitas pessoas e a mídia dizerem que as pessoas com deficiência estão “na moda”, principalmente quando o assunto é acessibilidade. Não vejo dessa forma. Se o assunto está em evidência é graças às iniciativas dessas pessoas, principalmente por meio dos blogs e das redes sociais. Existe muita gente que só consegue sair de casa pela Internet. Este assunto já deveria é ter “saído de moda” e ser encarado com naturalidade por todos há muito tempo, até porque existem leis com mais de dez anos resguardando os direitos de quem tem deficiência, mas que simplesmente não são cumpridas. Entretanto, infelizmente, esta não é a realidade apenas do nosso “setor”.
9) Por que criou o site Acessibilidade na Prática?
O Blog Acessibilidade na Prática foi criado por acaso, sem muitas pretensões, como a maioria dos outros blogs. Incentivado por uma amiga a publicar fotos de locais de Campo Grande (MS) com ou sem acessibilidade, abri uma conta no Blogspot e o batizei com o primeiro nome que me veio à cabeça: "Acessibilidade na Prática".
Nossos primeiros assuntos foram postados em dezembro de 2010, antes mesmo do esperado, pois a intenção era iniciarmos nosso trabalho apenas em 2011. E vendo que não conseguiria tocar do blog sozinho, convidei alguns amigos para me ajudar, os quais me atenderam prontamente.
Aos poucos, fomos conquistando o respeito e a amizade das pessoas, tanto de Campo Grande e como de várias partes do país. E o mais interessante é que essas pessoas não eram apenas com deficiência ou profissionais da área, mas também cidadãos comuns, entusiastas da acessibilidade para todos.
Contato com Frederico:
site:
www.acessibilidadenapratica.com.br
e-mail:
fredericorios@hotmail.com
Macaca sente "textura" usando braço virtual em experimento de cientista brasileiro
Em trabalho de brasileiro, macaca sente 'textura' usando braço virtual
Objetivo da equipe de Miguel Nicolelis é simular movimentos com precisão.
No futuro, linha de pesquisa pode levar a próteses mais eficientes.
Uma macaca de laboratório, usando um braço virtual controlado pelo cérebro, é capaz não apenas de encostar em objetos, mas também de sentir aquilo que ela está tocando. O feito é fruto do trabalho do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor da Universidade Duke, nos EUA, e foi apresentado nesta quarta-feira (5) na prestigiada revista científica britânica Nature.
Nicolelis já pesquisa há anos a possibilidade de usar as descargas elétricas do cérebro para mover objetos externos ao corpo. Nessa linha, já conseguiu feitos expressivos, como fazer uma macaca nos EUA comandar os movimentos de um robô que estava no Japão. Esse sistema é chamado de “interface cérebro-máquina”.
Desde então, sua equipe vem procurando fazer com que o cérebro obtenha algum retorno tátil nos movimentos com esse objeto remoto, como acontece no corpo, onde a pele manda informações de volta para o cérebro. Você encosta em algo e sabe dizer se é liso ou áspero, por exemplo. Assim, a “interface cérebro-máquina” se transformaria em “interface cérebro-máquina-cérebro”, uma via de mão dupla.
Parece coisa de ficção científica? O brasileiro concorda. “Vários filmes de ficção científica já trabalharam a ideia. Para nós, é mais lento, porque fazemos a ciência de verdade”, disse Miguel Nicolelis ao G1.
Miguel Nicolelis, durante lançamento de seu livro 'Muito Além do Nosso Eu' em São Paulo, em junho (Foto: Tadeu Meniconi / G1)A pesquisa
Em treinamentos anteriores, os cientistas haviam ensinado macacos a operar joysticks que moviam um cursor numa tela e, quando esse cursor era posicionado na posição desejada, os animais recebiam uma dose de suco de fruta como recompensa. Enquanto isso, a frequência cerebral era medida por eletrodos colocados dentro do crânio dos animais.
Certo tempo depois, o joystick foi afastado, e os sinais enviados pelo cérebro eram usados para controlar um braço mecânico que moveria o joystick. No fim, o joystick foi retirado, e a frequência cerebral bastava para mover o cursor.
Na atual pesquisa, uma tela com três objetos visualmente idênticos foi colocada, e as macacas deveriam mover uma mão virtual por ela -- apenas pensando no movimento. Quando a mão virtual passava por esses objetos, diferentes sinais elétricos – chamados de “texturas artificiais” – eram enviados ao cérebro.
Um deles não enviava sinal nenhum; outro enviava um sinal com 400 Hz de frequência e mais nada; o terceiro enviava um sinal de 200 Hz e resultava em uma dose de suco de fruta como recompensa para a macaca.
Os animais aprenderam a diferenciar e interpretar esses sinais enviados ao cérebro e passaram a procurar – tateando com a mão virtual – pelo objeto que lhes daria a recompensa.

"Nós, na verdade, criamos um sexto sentido: o tato virtual", afirma Nicolelis.
Segundo ele, o mecanismo é semelhante ao tato normal, pois ativa a mesma região do cérebro -- o córtex somatossensorial --, mas não é idêntico, já que o sinal não veio de um dos membros da macaca.
"A gente não sabe, mas ele deve ter tido uma experiência tátil diferente da normal", diz o pesquisador.
De toda forma, a reação do animal ao tato artificial foi a mesma que ele apresentou ao tato normal. Antes dos testes com o braço virtual, os cientistas tinham feito a experiência da recompensa com objetos realmente palpáveis.
"Todos os parâmetros comportamentais foram muito parecidos", explica Nicolelis.
Passos próximosO grande objetivo do cientista é fazer com que tetraplégicos recuperem os movimentos do corpo -- um projeto chamado de "Walk Again" ("andar novamente", em inglês). Isso seria feito por meio de um exoesqueleto que envolveria o corpo como uma roupa. O cérebro então enviaria sinais para essa roupa, que comandaria os movimentos do paciente.
Segundo Nicolelis, os membros virtuais -- ou "avatares" -- servem como preparação para a tecnologia futura. "A lógica é a mesma porque esse avatar é parte de um simulador. É um treinamento para o exoesqueleto", explicou.
O pesquisador disse que a recente conquista era um "passo essencial" para seguir o projeto. Nos próximos meses, ele acredita que publicará mais pesquisas nesse sentido, mostrando a atuação do tato artificial nos dois braços, nas pernas e, eventualmente, num avatar de corpo inteiro.
‘Grande avanço’
“Pode parecer um pequeno passo, mas é um grande avanço”, afirmou Manoel Jacobson, neurocirurgião do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Se o objetivo de Nicolelis é usar o cérebro para controlar movimentos de objetos externos, o tato é fundamental, ele explicou.
Você, enquanto lê essa reportagem, está segurando o mouse – e não o esmagando – porque conhece o material que o compõe e leva isso em conta, ainda que inconscientemente, na hora de manuseá-lo.
A pesquisa atual representa um tato artificial, mas os neurologistas acreditam que uma importante barreira foi rompida e que o dia em que braços mecânicos ou virtuais poderão tatear vai chegar.
“Não é mais uma questão de saber se vai ou não acontecer; é uma questão de saber quando vai acontecer”, cravou Francisco Rotta, vice-coordenador do departamento de Moléstias Neuromusculares, da Academia Brasileira de Neurologia.
“Eu acho que as aplicações vão muito além só da neurologia”, completou Rotta. Para ele, além do objetivo natural do desenvolvimento de próteses móveis para membros amputados, será possível elaborar novas maneiras de se operar em áreas de risco, como uma usina nuclear após um acidente, sem colocar os trabalhadores em perigo.
Nicolelis já pesquisa há anos a possibilidade de usar as descargas elétricas do cérebro para mover objetos externos ao corpo. Nessa linha, já conseguiu feitos expressivos, como fazer uma macaca nos EUA comandar os movimentos de um robô que estava no Japão. Esse sistema é chamado de “interface cérebro-máquina”.
Desde então, sua equipe vem procurando fazer com que o cérebro obtenha algum retorno tátil nos movimentos com esse objeto remoto, como acontece no corpo, onde a pele manda informações de volta para o cérebro. Você encosta em algo e sabe dizer se é liso ou áspero, por exemplo. Assim, a “interface cérebro-máquina” se transformaria em “interface cérebro-máquina-cérebro”, uma via de mão dupla.
Parece coisa de ficção científica? O brasileiro concorda. “Vários filmes de ficção científica já trabalharam a ideia. Para nós, é mais lento, porque fazemos a ciência de verdade”, disse Miguel Nicolelis ao G1.
Miguel Nicolelis, durante lançamento de seu livro 'Muito Além do Nosso Eu' em São Paulo, em junho (Foto: Tadeu Meniconi / G1)Em treinamentos anteriores, os cientistas haviam ensinado macacos a operar joysticks que moviam um cursor numa tela e, quando esse cursor era posicionado na posição desejada, os animais recebiam uma dose de suco de fruta como recompensa. Enquanto isso, a frequência cerebral era medida por eletrodos colocados dentro do crânio dos animais.
Certo tempo depois, o joystick foi afastado, e os sinais enviados pelo cérebro eram usados para controlar um braço mecânico que moveria o joystick. No fim, o joystick foi retirado, e a frequência cerebral bastava para mover o cursor.
Na atual pesquisa, uma tela com três objetos visualmente idênticos foi colocada, e as macacas deveriam mover uma mão virtual por ela -- apenas pensando no movimento. Quando a mão virtual passava por esses objetos, diferentes sinais elétricos – chamados de “texturas artificiais” – eram enviados ao cérebro.
Um deles não enviava sinal nenhum; outro enviava um sinal com 400 Hz de frequência e mais nada; o terceiro enviava um sinal de 200 Hz e resultava em uma dose de suco de fruta como recompensa para a macaca.
Os animais aprenderam a diferenciar e interpretar esses sinais enviados ao cérebro e passaram a procurar – tateando com a mão virtual – pelo objeto que lhes daria a recompensa.

saiba mais
'Sexto sentido'"Nós, na verdade, criamos um sexto sentido: o tato virtual", afirma Nicolelis.
Segundo ele, o mecanismo é semelhante ao tato normal, pois ativa a mesma região do cérebro -- o córtex somatossensorial --, mas não é idêntico, já que o sinal não veio de um dos membros da macaca.
"A gente não sabe, mas ele deve ter tido uma experiência tátil diferente da normal", diz o pesquisador.
De toda forma, a reação do animal ao tato artificial foi a mesma que ele apresentou ao tato normal. Antes dos testes com o braço virtual, os cientistas tinham feito a experiência da recompensa com objetos realmente palpáveis.
"Todos os parâmetros comportamentais foram muito parecidos", explica Nicolelis.
Passos próximosO grande objetivo do cientista é fazer com que tetraplégicos recuperem os movimentos do corpo -- um projeto chamado de "Walk Again" ("andar novamente", em inglês). Isso seria feito por meio de um exoesqueleto que envolveria o corpo como uma roupa. O cérebro então enviaria sinais para essa roupa, que comandaria os movimentos do paciente.
Segundo Nicolelis, os membros virtuais -- ou "avatares" -- servem como preparação para a tecnologia futura. "A lógica é a mesma porque esse avatar é parte de um simulador. É um treinamento para o exoesqueleto", explicou.
Não é mais uma questão de saber se vai ou não acontecer; é uma questão de saber quando vai acontecer"
Francisco Rotta, Academia Brasileira de Neurologia
‘Grande avanço’
“Pode parecer um pequeno passo, mas é um grande avanço”, afirmou Manoel Jacobson, neurocirurgião do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Se o objetivo de Nicolelis é usar o cérebro para controlar movimentos de objetos externos, o tato é fundamental, ele explicou.
Você, enquanto lê essa reportagem, está segurando o mouse – e não o esmagando – porque conhece o material que o compõe e leva isso em conta, ainda que inconscientemente, na hora de manuseá-lo.
A pesquisa atual representa um tato artificial, mas os neurologistas acreditam que uma importante barreira foi rompida e que o dia em que braços mecânicos ou virtuais poderão tatear vai chegar.
“Não é mais uma questão de saber se vai ou não acontecer; é uma questão de saber quando vai acontecer”, cravou Francisco Rotta, vice-coordenador do departamento de Moléstias Neuromusculares, da Academia Brasileira de Neurologia.
“Eu acho que as aplicações vão muito além só da neurologia”, completou Rotta. Para ele, além do objetivo natural do desenvolvimento de próteses móveis para membros amputados, será possível elaborar novas maneiras de se operar em áreas de risco, como uma usina nuclear após um acidente, sem colocar os trabalhadores em perigo.
Filme Mv Bill Ganha Prêmio Internacional SEGURANÇA DO TRABALHO
Festival Internacional de Filmes sobre SST premia Brasil, Suíça e Reino Unido
Data: 20/09/2011 / Fonte: SESI*
Filmes do Brasil, Suíça e Reino Unido foram premiados no 8º Festival Internacional de Filmes e Multimídia durante a cerimônia do Congresso Mundial de SST em Istambul, Turquia, em 14 de setembro de 2011. Produções multimídia da Alemanha, Suécia e México também receberam prêmios.
O 8º Festival Internacional de Filmes e Multimídia recebeu 232 materiais de 30 países com o tema de Prevenção e Segurança no Trabalho. A comissão julgadora internacional selecionou os ganhadores entre 90 filmes e 70 produções multimídia pré-selecionadas baseados na sua efetividade, no tratamento geral do assunto e na impressão geral do filme ou produção.
Os resultados foram anunciados pelo coorganizador e presidente da Seção Internacional em Informação para Prevenção da ISSA (International Social Security Association), Marc de Graef, e Peter Rimmer, que presidiu a comissão julgadora do festival.
O filme brasileiro premiado foi o clipe "Com Prevenção é que se Faz" do SESI.
http://youtu.be/yG8IBFG-JB4
Para acessar a página oficial da premiação e as informações sobre os vídeos contemplados, clique aqui.
*Com informações da ISSA
Palestrante Flávio Peralta http://www.amputadosvencedores.com.br/
Filmes do Brasil, Suíça e Reino Unido foram premiados no 8º Festival Internacional de Filmes e Multimídia durante a cerimônia do Congresso Mundial de SST em Istambul, Turquia, em 14 de setembro de 2011. Produções multimídia da Alemanha, Suécia e México também receberam prêmios.
O 8º Festival Internacional de Filmes e Multimídia recebeu 232 materiais de 30 países com o tema de Prevenção e Segurança no Trabalho. A comissão julgadora internacional selecionou os ganhadores entre 90 filmes e 70 produções multimídia pré-selecionadas baseados na sua efetividade, no tratamento geral do assunto e na impressão geral do filme ou produção.
Os resultados foram anunciados pelo coorganizador e presidente da Seção Internacional em Informação para Prevenção da ISSA (International Social Security Association), Marc de Graef, e Peter Rimmer, que presidiu a comissão julgadora do festival.
O filme brasileiro premiado foi o clipe "Com Prevenção é que se Faz" do SESI.
http://youtu.be/yG8IBFG-JB4
Para acessar a página oficial da premiação e as informações sobre os vídeos contemplados, clique aqui.
*Com informações da ISSA
Palestrante Flávio Peralta http://www.amputadosvencedores.com.br/
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Pessoa com deficiência, amputados, diabéticos, pés grandes e largos, pés cansados podem utilizar qualquer tipo de meia? É fácil encontrar meias para pessoas com essas características? Nem sempre é tão fácil assim. A indústria de meias tradicionais fazem meias para pés padronizados e nem sampre servem para pés com essas características. Mas, existe uma meia que faz toda diferença: a meia antibolhas produzida pela empresa FEEt Spa, de Sorocaba-SP. As diversas modalidades de meias, masculinas, femininas e infantis chamam a atenção pelo fato de não terem costura e possuirem um sistema de antibolhas em seu solado (elas são mais felpudas e macias) o que impede um forte atrito do pé com o calçado, proporcionando maciez, segurança e saúde dos pés. Há anos que não conseguimos encontrar meias adequadas para o pé do Flávio Peralta. Seu pé é largo e sofre todo o impacto de um corpo que tem sua dinâmica alterada por conta da amputação dos braços. Foi no II Congresso Latino Americano de Próteses e Órteses que aconteceu em Natal-PE entre os dias 27.09 à 01.10.2011 que conhecemos Valéria e Leila, responsáveis pela empresa FEET Spa. O sucesso foi imediato que ao final da feira elas já haviam vendido todas as meias masculinas que haviam levado ao evento. É muito bom podermos encontrar os produtos que precisamos e fazemos questão de divulgar a marca e agradecer a parceria que firmaram com o Amputados Vencedores.
Assinar:
Postagens (Atom)








