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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Primeiros Socorros em acidentes de trânsito

Primeiros Socorros são procedimentos, cuidados imediatos e imprescindíveis, que precisam ser prestados a vítimas de acidentes, antes da chegada do atendimento médico.



Entretanto, quem presta os primeiros socorros, deve estar consciente de suas próprias limitações e não tentar substituir o médico ou profissionais especializados.


1 - PRIMEIROS SOCORROS EM ACIDENTES

O atendimento imediato, a presteza e atuação correta do socorrista, pode ser vital para a vítima e até evitar consequências graves.

 a) Cuide de sua segurança - O veiculo deve estar posicionado em um local seguro e somente desembarcar pessoas que tenham condições de ajudar.
b) Sinalize e isole o local do acidente - Use triângulo, galhos de árvores ou outros objetos que devem ser colocados a uma distância segura do local.
c) Não tome nenhuma atitude antes de examinar - observe bem o acidente para melhor se informar e saber o que fazer, além de prestar melhores esclarecimentos ao atendimento médico.
d) Se estiver escuro não use fósforos ou qualquer objeto inflamável - No caso de vazamento de gases pode provocar incêndios.
e) Peça ajuda - Evite agir sozinhos, principalmente na remoção ou movimentação de veículos ou objetos pesados.


RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL:

Respiração artificial é processo mecânico empregado para restabelecer a respiração, e deve ser ministrado imediatamente, em todos os casos de asfixia. Estes começam com uma parada respiratória e podem evoluir para uma parada cardíaca. Garantindo-se a oxigenação pulmonar, há grande probabilidade de reativação do coração e da respiração.

A respiração artificial só obterá êxito se a pessoa for atendida o mais cedo possível. Se o paciente for atendido nos primeiros 2 minutos, a probabilidade de salvamento será de 90%. Portanto , o atendimento deve ser feito de imediato, no próprio local do acidente e por qualquer pessoa presente.

RESPIRAÇÃO BOCA A BOCA:


Como o nome indica, trata-se de uma técnica simples em que o socorrista procura apenas encher os pulmões do acidentado, soprando fortemente em sua boca. Para garantir a livre entrada de ar nas vias respiratórias a cabeça do acidentado tem que está na posição adequada. Importante: o pescoço deve ser erguido e flexionado para trás.

Em seguida, com ajuda dos polegares, deve-se abrir a boca da vítima. Feito isso, inicie o contato boca-a-boca, descrito a seguir:
  • Aperte as narinas para evitar que o ar escape.
  • Coloque sua boca sobre a do paciente e sopre com força.
  • Afaste a boca para permitir o esvaziamento do pulmão do acidentado.
  • Repita a manobra quantas vezes forem necessárias.
  • Em casos de ferimento nos lábios, pratique o método boca-a-nariz. Esse método é quase igual ao método boca-a-boca, com a diferença de exigir o cuidado de fechar a boca do acidentado enquanto se sopra por suas narinas.

PARADA CARDÍACA:


A asfixia pode ser acompanhada de parada cardíaca. Nesses casos graves deve-se tentar reanimar os batimentos cardíacos por meio de um estímulo exterior, de natureza mecânica, fácil de ser aplicado por qualquer pessoa.

A parada cardíaca é de fácil reconhecimento, graças a alguns sinais clínicos:

  • - inconsciência
  • - ausência de batimentos cardíacos
  • - parada respiratória
  • - extremidades arroxeadas
  • - palidez intensa
  • - dilatação das pupilas

A primeira providência antes da chegada do médico, é a massagem cardíaca. Trata-se da compressão ritmada do tórax da vítima, na altura do coração, por efeito de pressão mecânica. Em casos de asfixia, o exercício pode  e deve ser realizado continuamente até a chegada do médico ou no caso de morte comprovada do acidentado.


MASSAGEM CARDÍACA:

Deite o acidentado de costas, sobre uma superfície dura.
Faça pressão sobre o esterno (osso que fica na frente e no centro do tórax), para comprimir o coração de encontro do arco costal posterior e à coluna vertebral. Descomprima rapidamente. Repita a manobra, em um ritmo de 60 a 70 vezes por minuto, até batimentos espontâneos ou até a chegada do médico. A pressão aplicada depende da estrutura física da vítima, para se evitar fraturas.

HEMORRAGIA:


Hemorragia é a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso, que tanto pode ser uma veia quanto uma artéria. Qualquer hemorragia deve ser controlada imediatamente, pois pode levar a vítima à morte em 3 ou 5 minutos se não forem controladas. A hemorragia pode ser interna ou externa


Para estancar a hemorragia:

  • Aplique uma compressa limpa de pano, lenço, toalha ou gaze sobre o ferimento e pressione com firmeza. Para manter a compressa firme, utilize uma tira de pano, gravata ou cinto.
  • Se o ferimento for pequeno estanque a hemorragia com o dedo, pressionando-o fortemente sobre o corte.
  • Se o ferimento for em uma artéria, ou em um membro, pressione a artéria acima do ferimento para interromper a circulação, de preferência apertando contra o osso.


HEMORRAGIA NASAL:

Em acidentes de trânsito é comum que a cabeça do motorista ou de um passageiro se choque contra o painel ou outro obstáculo, principalmente quando não se usa o cinto de segurança. O resultado, frequentemente, é a hemorragia nasal.

Se o sangue começa a jorrar pelo nariz é preciso que se tome os seguintes cuidados:

  • Ponha o paciente sentado, com a cabeça voltada para trás e aperte-lhe as narinas durante uns 4 ou 5 minutos.
  • Se a hemorragia persistir, coloque um tampão com gaze ou algodão dentro das narinas. Além disso aplique um plano umedecido sobre o nariz.
  • Se houver gelo, uma compressa pode ajudar muito.


HEMORRAGIA ESTOMACAL:

Normalmente, a pessoa tem náuseas antes da perda de sangue. Coloque-a deitada de lado com a cabeça virada lateralmente. Procure socorro médico.

HEMORRAGIA PULMONAR:

Após acessos de tosses, sai sangue pela boca em golfadas. Coloque a pessoa deitada de lado com a cabeça mais alta que o corpo. Não deixe-a falar, tente mantê-la calma e procure um médico imediatamente.

FRATURAS:


Há dois tipos de fratura:

  • Fratura Fechada: quando o osso quebrado não aparece na superfície.
  • Fratura Exposta: quando o osso aparece na superfície corporal, pelo rompimento da carne e pele.

O QUE FAZER NA FRATURA FECHADA:
  • Restrinja a movimentação ao mínimo indispensável
  • Cubra a área lesada com pano ou algodão
  • Imobilize o membro com talas ou apoios adequados
  • Fixe as talas com ataduras ou tiras de pano, de maneira firme, mas sem apertar
  • Remova o acidentado para o hospital mais próximo.
  • Não tente colocar os ossos fraturados no lugar!

O QUE FAZER NA FRATURA EXPOSTA:

  • Faça um curativo protetor sobre o ferimento, com gaze ou pano limpo
  • Se houver hemorragia abundante, procure contê-la conforme indicado anteriormente
  • Imobilize o membro fraturado (aplique talas)
  • Chame um médico ou leve a vítima para o hospital mais próximo
  • Não desloque ou arraste a vítima até que a região fraturada tenha sido imobilizada.

O QUE FAZER NA FRATURA DO CRÂNIO:
  • Mantenha a vítima recostada, no maior repouso possível.
  • Em caso de hemorragia no couro cabeludo , envolva a cabeça com uma faixa ou pano limpo.
  • Se houver parada respiratória, inicie a respiração boca-a-boca.
  • Imobilize a cabeça do acidentado, afrouxe suas roupas em torno do pescoço e mantenha-o agasalhado.
  • Conduza o paciente para o hospital o mais rápido possível.


O QUE FAZER NA FRATURA DA COLUNA VERTEBRAL:


A fratura da coluna vertebral constitui uma das emergências mais delicadas em casos de acidentes de trânsito. Se mal atendida, a vítima pode ter sequelas permanentes graves.

É preciso muito cuidado na correta identificação desse tipo de lesão e na conduta do socorrista. Qualquer erro pode ter consequências sérias.

Se possível, conte com a ajuda de alguma equipe especializada. Caso não seja possível, aja você mesmo. Mas sempre com muito cuidado.
  • Observe a respiração da vítima. Se houver parada respiratória, inicie a respiração boca-a-boca;
  • Mantenha a vítima agasalhada e imóvel;
  • Não remova o acidentado até a chegada de equipe especializada.