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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Projeto urbanístico não comporta trânsito de Londrina que está saturado de veículos e motos.

Projeto urbanístico não comporta trânsito de Londrina que já sofre com os transtornos da grande frota de carros e motos. Com crescimento maior do que o previsto, a cidade já sofre com congestionamentos.

                De 2000 para cá, a frota de Londrina dobrou e hoje circulam mais de 315 mil veículos na ruas da cidade
Com a segunda maior população do Paraná, Londrina já apresenta sinais do desenvolvimento urbano macrocefálico. O principal deles é o sistema viário, que, em alguns trechos e horários, já se tornou caótico. Como na maioria das grandes cidades brasileiras, o principal desafio é promover um sistema de transporte coletivo eficiente, que consiga conquistar a preferência de quem anda de carro.

De 2000 para cá, a frota de Londrina dobrou e hoje circulam por suas ruas e avenidas mais de 315 mil veículos. Só de janeiro a julho deste ano, a cidade recebeu 10 mil novos carros – 1,4 mil a cada mês. Toda essa frota, somada à enorme quantidade de carros vindos dos municípios vizinhos diariamente, tem atrapalhado as idas e vindas em alguns pontos.

Para quem circula pelo centro da cidade, o desgaste do projeto urbanístico original é óbvio. As quadras são pequenas e as ruas estreitas, coordenadas por semáforos que provocam filas intermináveis em alguns horários. "Um dos primeiros planejamentos da cidade previa que, ao completar 100 anos, Londrina teria 70 mil habitantes. Hoje, aos 77 anos, já passou dos 500 mil", conta o especialista em trânsito, major Sérgio Dalben.

Com as facilidades econômicas promovidas pelo Governo Federal, o número de veículos circulando por todo o Brasil aumentou consideravelmente. "Qualquer medida que beneficie a utilização do carro, em algum momento vai ficar limitada", explica. "A solução e o grande desafio dos gestores é trabalhar a questão do transporte coletivo e formas alternativas de transportes, como a bicicleta", sugere.




Nos últimos anos, a medida mais eficiente para desafogar o trânsito em Londrina foi a criação de faixas exclusivas para ônibus, eliminando vagas de estacionamento. A ação foi resultado de pesquisas do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), que registrou a quantidade e o tipo de veículos que transita em algumas vias. Hoje são 11 quilômetros de faixas exclusivas na cidade e outras estão em fase de implantação.

De acordo com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU), a medida proporcionou uma economia de até 17 minutos no trajeto em horários de pico. “A implantação de faixas exclusivas teve muitas críticas, mas, além de agilizar o trânsito, melhorou a vida de quem usa o coletivo”, avalia Sérgio Dalben.

O vendedor Paulo César Camargo, que circula diariamente de carro pela região central de Londrina, acha que as faixas realmente deram maior vazão ao trânsito. “Com os ônibus concentrados em uma pista, o fluxo dos carros na outra melhorou, ficou mais rápido”, conta.

Para atrair mais usuários para o transporte coletivo, o Ippul estuda a implantação em médio prazo, do chamado Bus Rapidy Transport (BRT), como há em Curitiba. A utilização de canaletas exclusivas e pontos de embarque elevados otimizam a movimentação e a entrada e saída de passageiros em veículos biarticulados. O BRT já tem projeto preliminar e plano diretor aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que pode liberar um empréstimo de R$ 42,9 milhões para obras na cidade. O pré-orçamento do BRT é de R$ 300 milhões.


Curto Prazo



A forma como foi projetado o centro da cidade não permite grandes mudanças estruturais, como aberturas e alargamentos de vias, sem que se faça desapropriações. Para Stamm, uma solução imediata para aumentar a capacidade de algumas vias no centro seria proibir o estacionamento. "Outra saída é melhorar a sincronização semafórica para que o trânsito possa fluir melhor. Com estudos aprofundados da movimentação de veículos e a reprogramação da rede de semáforos, temos uma solução imediata", garante.

Faltam estudos

As soluções para os problemas de trânsito, para Dalben, estão mais atreladas ao estudo da movimentação das pessoas do que da construção de novas vias. "É preciso conhecer o fluxo da cidade, de onde as pessoas saem e pra onde elas vão nos diferentes horários", explica.

Na Prefeitura de Londrina, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) é o responsável pela elaboração de estudos a respeito do trânsito. "O Ippul não recebe a devida atenção. Precisa receber mais recursos e manter equipes distintas pensando o planejamento urbano no curto, no médio e no longo prazo", pondera Dalben.

Matéria do jornal Gazeta do Povo